Na I edição do Prémio de Jornalismo do Parlamento Europeu, o júri nacional escolheu hoje os três vencedores portugueses na área da Internet, Imprensa e Rádio, divulgou em comunicado o gabinete em Lisboa do Parlamento Europeu.

Na categoria Internet, foi distinguido o jornalista Rui Moreira, da agência Lusa, com o texto «Guardião do Tratado de Lisboa», pela «qualidade e perspectiva original de um evento da UE».

Sofia Branco, do Público, foi premiada por uma série de reportagens a respeito da Presidência Portuguesa da UE, pela «actualidade dos temas e tratamento aprofundado dos mesmos, que permitiu um maior esclarecimento do público», justificou o júri na atribuição do prémio para a imprensa.

A Rádio Renascença recebeu o prémio por uma série de reportagens transmitidas no programa «A Europa De Que Se Fala», da responsabilidade dos jornalistas Marina Pimentel e António José Soares, pelo «aprofundamento e originalidade na abordagem dos temas europeus, dando voz aos cidadãos».

Na categoria Televisão, o júri considerou que nenhum trabalho correspondeu aos objectivos do concurso, que visava premiar trabalhos que contribuíram para esclarecer questões europeias importantes e promover um melhor conhecimento sobre esta área.

Os vencedores nacionais concorrem agora com os seleccionados nos restantes 26 Estados-membros da União Europeia. O vencedor final de cada uma das quatro categorias a concurso será conhecido em Setembro. O prémio, no valor total de 20 mil euros (divididos pelas quatro categorias) será entregue em Outubro.

O júri português foi constituído pelo director do Cenjor, Fernando Cascais, pela presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal, Belén Rodrigo, pela vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Rosária Rato e pela secretária-geral da Associação Portuguesa da Imprensa, Joana Ramada Curto.

O júri europeu será constituído por três eurodeputados e seis representantes da classe profissional de jornalistas. O jornalista Rui Moreira faleceu entretanto, a 22 de Abril, com 46 anos, vítima de doença.

Na altura desempenhava funções de editor da secção Internacional da Lusa. Desde que integrou os quadros da Lusa, o jornalista assumiu os cargos de editor de Economia, chefe de delegação em Bruxelas, onde permaneceu 11 anos, sub-director de informação, director adjunto e director interino de Informação e editor de Coordenação do Noticiário da União Europeia.

Em 1992, Rui Moreira teve um louvor da administração da agência Lusa pelo trabalho que desenvolveu na cobertura da Presidência Portuguesa da UE.

Fonte: http://www.jornalbriefing.iol.pt/noticia.php?id=966174&div_id=3421