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Romania Seen Through Your Camera

Romania

A Youth Press Portugal, no âmbito de um convite da Associação Youth Development Association, procura quatro jovens - entre os 18 e 28 anos – para integrar o projecto “Romania Seen Through Your Camera”.

Este intercâmbio consiste em mostrar uma visão de uma parte da Roménia. Entre 20 e 28 de Agosto, a equipa vai viajar por diferentes locais na região da Transilvânia, com o objectivo de documentar a passagem através de fotografias, vídeos e pequenos artigos.

O alojamento e a alimentação estão cobertos a 100%.

Para informações mais detalhadas contactar a equipa do CaféBabel Lisboa (cafebabel.lisboa@gmail.com), até à próxima terça-feira, 26 de Julho.

27 países, 27 filmes



doc europa 2011

Noite Europeia dos Museus 2011 – Museu e Memória




Noite Europeia Museus


Comemoração do Dia da Europa em Portugal



Dia Europa 2011

Colóquio Integração Europeia e Democracia


«Portugal, ao longo dos 25 anos do seu percurso europeu, mostrou ter sabido estar ao lado das decisões certas nos grandes momentos de viragem na Europa. Empenhou-se no aprofundamento da integração europeia após o fim da Guerra Fria, apoiou o alargamento ao centro e leste europeu, participou na Zona Euro desde a primeira hora, e esteve na génese do novo Tratado, o Tratado de Lisboa.»

Durão B<arroso
Excerto do discurso do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no Colóquio Integração Europeia e Democracia, em Lisboa, que visa reflectir sobre os principais desafios que a Europa enfrenta no novo século.

Discursos completos e outras informações em:
http://coloquio-europa25.centenariorepublica.pt

1985 | 2010


25.º aniversário da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal e de Espanha às Comunidades Europeias

Unida na Diversidade

Projecto Europeu Platform 11+

No âmbito do Projecto Europeu Platform 11+, O Teatro O Bando acolherá a partir de 6 de Junho, nas suas instalações, em Palmela, 13 artistas plásticos de 11 países europeus que, ao longo de três semanas criarão, na encosta de Vale de Barris, obras de arte recorrendo aos mais diversos materiais e técnicas.

Estudantes e outros interessados são convidados a participar neste projecto, que constitui uma oportunidade única de partilha e aprendizagem de diversas metodologias de criação artística com criadores de diversos países. Serão facultadas as condições necessárias à participação.

Teatro O Bando

Esta residência artística culminará com um encontro internacional que acolherá cerca de 100 participantes de teatros europeus (dramaturgos, actores, encenadores, cenógrafos, educadores) cujo apogeu será “A Abertura da Exposição ao Ar Livre” e “A Grande Noite de Teatro Europeu”, a decorrer na noite de 26 para 27 de Junho.

Para mais informações contactar:

Lia Nogueira | lnogueira@obando.pt | 21 233 68 50

Bodas de Prata

Praticamente no 25º aniversário de integração europeia, quatro centros de investigação colaboram para dar vida ao projecto “1986-2010: a Economia Portuguesa na União Europeia”.

A entrada de Portugal, em 1 de Janeiro de 1986, na então Comunidade Económica Europeia gerou grandes expectativas em relação à aproximação aos níveis de desenvolvimento dos países mais ricos da Europa.

A integração de Portugal na União Europeia marcou o início de um período de profundas transformações na sua economia. Este projecto contribui para a análise destas mudanças, das causas e de possíveis consequências futuras.

1986-2010


www3.eeg.uminho.pt/economia/nipe/economiaportuguesa

Contacto:
Dina Guimarães
economia.portuguesa.25ue@gmail.com
Telefone: +351 253 604517

"1000 FAMÍLIAS" em Lisboa


Depois de Paris, Madrid, Berlim, Bruxelas e Nova Iorque, com cerca de 10 milhões de visitantes, a Amnistia Internacional - Portugal apresenta

1000familias

No Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, reúnem-se 100 fotografias seleccionadas de entre milhares de negativos, representando o álbum de família do Planeta Terra, onde encontramos elementos da tribo Masai, agricultores que esperam chuvas na Síria, a família de um ímã de uma mesquita no Mali, plantadores de batatas na Colômbia e na Ucrânia, marinheiros de profissão no México; empregados de escritório no Brunei, membros da cultura Amish, pessoas em migração, crentes de todas as religiões... tudo isto sob a forma de grandes ou pequenas famílias. Na vida de todas estas famílias, Uwe Ommer surgiu observando e assimilando os seus laços afectivos e as suas maneiras particulares de viver no nosso planeta, criando o que pode ser considerada uma verdadeira lufada de ar fresco de cariz sociológico, antropológico, mas sobretudo humanista.

De 15 de Maio a 30 de Junho de 2010
Praça do Império – Museu da Marinha (Belém, Lisboa)
Exposição ao Ar Livre
Entrada Grátis
www.1000familias.com

Zoom à Europa!

Se tens até 26 anos, faz um zoom à realidade da Europa na Região do Norte e apresenta a tua visão, captando os aspectos mais subtis da integração europeia.


zoom


A Europa conta com uma história de integração e evolução em múltiplos aspectos. Cada país e região apresentam testemunhos vivos do desenvolvimento europeu. A CCDR-N, o ON.2 – O Novo Norte e o CPF, com o apoio da Representação da Comissão Europeia em Portugal e do Porto Canal, lançam este desafio.

O concurso decorre até 10 de Junho.

Regulamento e outras informações em http://zoomeuropa.blogspot.com

Para onde vão as nossas pilhas?

Autor: FABIO SCETTI


Desde o início da reciclagem das pilhas, Portugal fez grandes passos, conseguindo chegar até ao sexto lugar na Europa.


Só em 2004 a empresa Ecopilhas, responsável pela recolha deste resíduo, começou a laborar. Neste ano 8 milhões de pilhas foram encaminhadas para a reciclagem. No ano seguinte, em 2005, o número dobrou e em 2006 manteve-se a mesma quantidade, por volta dos 17 milhões. Em 2007 recuperou-se mais 9 por cento do que no ano anterior. Até 2007 foram recolhidas 41 milhões de pilhas em todo o país, que foram enviadas para a Áustria. A entidade gestora da reciclagem das pilhas provenientes de Portugal é a Fernwarme Wien. “Em média foram recuperadas cerca de 14 milhões de unidades por ano, cerca de 13 por cento do total das pilhas e acumuladores existentes no mercado” diz Maria João Caria, da Ecopilhas.


As pilhas são um resíduo muito difícil de reciclar. Sendo compostas por metais pesados, como mercúrio, chumbo, níquel, zinco, cádmio e lítio, estes metais são perigosos para o ambiente e para a saúde humana. No lixo, as pilhas decompõem-se e os seus produtos vão infiltrar-se no ecossistema aquático dos rios e dos mares, atingindo a cadeia alimentar. Ao serem incorporados na nossa alimentação devido ao efeito da bio-acumulação, concentram-se nos seres vivos.

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A descarga sem tratamento não é útil e a incineração também não é uma boa solução. “A reciclagem é a solução mais apropriada de gestão sustentável deste tipo de produtos no final do seu ciclo de vida, tanto na perspectiva ambiental como económica” acrescenta Maria João Caia. “Tem de se fazer uma recolha separada dos restantes resíduos urbanos, para ser tratada diferentemente a reciclagem destes metais”.


É verdade que o processamento deste resíduo é uma tarefa difícil devido à sua elevada complexidade, tanto ao nível dos materiais constituintes como na forma de distribuição e montagem dos seus componentes. Em Portugal não há lugares onde se possa fazer este tipo de processo, é tudo recolhido e enviado para entidades que tratam este tipo de resíduos.


No final dos anos 90, a Quercus-ANCN seria a encarregada pela recolha das pilhas. Após vários contactos, o Instituto dos Resíduos e a Quercus, com a ajuda do Ministério do Ambiente, contactaram a unidade da Citron em Le Havre (França), que procedia à reciclagem das pilhas. Estas expedições foram as primeiras transfronteiriças deste tipo de resíduo. A partir deste passo iniciou-se a recolha das pilhas e dos acumuladores para a reciclagem no estrangeiro. Depois de 2004, a recolha passou a ser feita pela Ecopilhas e os materiais passaram a ser enviados para a Áustria.

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Inicialmente, a legislação portuguesa sobre a gestão deste tipo de resíduo previa apenas a obrigatoriedade da recolha das pilhas e acumuladores mais perigosos. Depois do decreto-lei n°62/2001 foi proibida a comercialização de algumas pilhas e acumuladores mais perigosos e, paralelamente, foi estimulada a recolha selectiva e a reciclagem de todos os produtos, considerados recarregáveis ou não.


Em Portugal, as associações de municípios e sistemas multi-municipais e os hiper e supermercados são os que mais contribuem para a recolha, cada um com cerca de 40 por cento do total recolhido. A Ecopilhas tem a responsabilidade de colocar os “pilhões” nos ecopontos e posteriormente de fazer a recolha dessas pilhas nas Associações de Municípios e nos Sistemas Municipais. Em Lisboa, por exemplo, há 700 pilhões. “Em toda a cidade, recolheram-se cerca de duas toneladas de pilhas em 2003 e vinte toneladas em 2007” afirma Deolinda Revez, engenheira do ambiente da Câmara Municipal de Lisboa.


Em Lisboa, assim como na província, as mudanças são enormes e Portugal ganhou o sexto lugar entre os países europeus, a seguir à Alemanha, Holanda, Áustria, Bélgica e França; quase todos com um histórico de, pelo menos, 10 anos de recolha.

DOC EUROPA | 27 países, 27 filmes


São 27 filmes, um por cada país da União Europeia, e serão exibidos nos dias 14, 15 e 16 de Maio no Instituto Franco-Português em Lisboa. A entrada é livre e todos os filmes são legendados em Português e em Inglês.

doc_europa2010
Programa completo: www.apordoc.org

Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
21 311 14 00
www.ifp-lisboa.com

E se o processo de decisão da UE estivesse nas mãos de 150 jovens europeus?

É este o ponto de partida do MEU 2010, o projecto vencedor do Prémio Europeu Carlos Magno para a Juventude em Portugal.

O "Model European Union 2010" (MEU 2010), apresentado por Maria Inês Pacheco do Nascimento, foi o vencedor português da edição deste ano e irá agora concorrer com os vencedores nos outros 26 Estados-membros.

Tendo tido o CafeBabel Lisboa como representante nacional em 2009, o Prémio Europeu Carlos Magno para a Juventude é atribuído pelo Parlamento Europeu e pela Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno e destina-se a distinguir jovens envolvidos em projectos que promovam o entendimento entre diferentes países europeus, para a construção de uma identidade e integração europeia.

Os três vencedores de 2010 a nível europeu serão anunciados esta terça-feira, 11 de Maio, numa cerimónia que se realiza na Alemanha.

MEU2010

O projecto "MEU 2010"

Fruto da inter-ligação de uma rede de jovens europeus, o projecto "MEU 2010" parte da ideia de simular, através da realização de uma conferência, todo o processo de co-decisão da União Europeia (UE), que se gera entre as principais instituições comunitárias: a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros.

O objectivo é reunir mais de 150 jovens europeus, na Primavera de 2010, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para que, durante uma semana, os participantes tenham a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre o trabalho da UE no local onde muito do processo democrático europeu acontece.

Pretende-se que os jovens simulem a discussão de dois textos: o primeiro sobre regulação de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), o segundo sobre a imigração no espaço Europeu, a chamada Directiva de Retorno (ao país de origem).

Durante a conferência, os participantes irão interpretar papéis que são cruciais ao longo de todo o processo de decisão como os eurodeputados, os ministros dos Estados-Membros e o presidente do Conselho, bem como os próprios jornalistas e intérpretes.

A “INTIFADA” em Idanha-a-Nova

O artista plástico Carlos No apresenta uma obra site-specific que segue a linha de pesquisa explorada pelo artista nos últimos anos - uma instalação sobre os conceitos de Território, Fronteira, Margem.

Carlos No procura, de um modo irónico e simultaneamente lúdico, abordar a problemática das divisões territoriais; do seu impacto e consequências nas relações entre os homens; das barreiras físicas (muros) como recurso para solucionar problemas de defesa e protecção ou de expansão territorial, questionando deste modo as políticas de muitas nações.

A ideia de “Muro” lembra-nos um conjunto de conflitos, quer históricos quer actuais, nos quais esta foi e é a solução encontrada para sanar alguns destes problemas, desde o célebre e extinto Muro de Berlim passando por outros mais actuais como por exemplo o do México/EUA; Coreias Norte/ Sul; Israel/Palestina; Chipre/Turquia.

www.carlosno.com
www.arthobler.com

Intifada

CENTRO CULTURAL RAIANO

Idanha-a-Nova

Av. Joaquim Mourão 6060 Idanha-a-Nova

De 24 de Abril a 13 de Junho de 2010

A Europa está a deixar mal os muçulmanos?

No palco, em cima da mesa, a moção proposta pelos organizadores: A Europa está a deixar mal os seus muçulmanos.

Arguentes a favor: Tariq Ramadan (suíço, o mais activo pensador muçulmano, professor em Oxford), secundado por Petra Stienan (uma holandesa que trabalhou dez anos como diplomata no mundo árabe).

Arguentes contra: Douglas Murray (o neoconservador britânico n.º 1, colunista e fundador do Centro para a Coesão Social), secundado por Flemming Rose (o editor dinamarquês que em 2005 encomendou os cartoons de Maomé).

Moderadora: Zeinab Badawi, uma veterana da BBC.



__ Por Alexandra Lucas Coelho, in Publico __

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/28-02-2010/a-europa-esta-a-deixar-mal-os-muculmanos-ou-esta-nao-e-a-pergunta-certa-18889259.htm

Semana da França em Portugal



A Associação Andaka, a Representação da Comissão Europeia, e o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal organizam, em colaboração com a Embaixada de França em Portugal, o Instituto Franco-Português e a Alliance Française, uma Semana dedicada à França, o projecto Trait-d-Union, que inclui um conjunto de eventos que decorrerão entre os dias 11 e 19 de fevereiro 2010 .


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"Europa" em Lisboa

Carlos No



O artista plástico Carlos No (Lisboa, 1967) apresenta-nos um conjunto de obras escultóricas, de chão e parede, que fazem parte da sua mais recente série intitulada “Europa” que tem por tema a problemática da imigração no Velho Continente.

Sempre sensível à questão dos Direitos Humanos, Carlos No procura através destas obras fazer uma chamada de atenção para esta questão expressando, de modo irónico, um ponto de vista pessoal acerca do modo como são encarados e recebidos dentro do espaço europeu (com particular destaque para o da UE) todas aquelas pessoas de fracos recursos económicos ou com precárias condições de segurança nos países de origem, que procuram refúgio ou melhores condições de vida neste continente.




GALERIA ARTHOBLER – Lisboa Lx Factory – Ed. G. 03 Rua Rodrigues Faria, 103

28 de Janeiro a 7 de Março de 2010 4ª Feira a Domingo 15h00 às 20h00

West Europe Orchestra @ Bombarral

West Europe Orchestra - Concerto de Natal 2009

Teatro Eduardo Brazão - Bombarral 20. Dezembro. 2009 - 21h

Direcção Artística: Élio Leal

Solistas Convidados: Ana Cardoso, Soprano / Rita Marques, Soprano / Nuno Cardoso, Tenor



Bilhete: 4 euros

Locais de venda: Sede do Circulo de Cultura Musical Bombarralense / Posto Galp do Bombarral / Posto de Turismo do Bombarral

Reservas pelo tlf. 262 283 877


West Europe Orchestra
Av. Dr. Joaquim de Albuquerque, nº 91 2540 - 004 Bombarral
Website: www.myspace.com/weorchestra
YouTube: www.youtube.com/weorchestra
E-mail: weorchestra@gmail.com

'Who runs Europe?'

Adriano Farano, fundador do CafeBabel, no canal France 24:

http://www.france24.com/en/20091120-top-story-who-runs-europe-president-van-rompuy-catherine-ashton

Entre Cantos.

por RITA ARAGÃO DE PODESTÁ


Lisboa cada dia é mais familiar e ao mesmo tempo mais estranha para mim. Fico contente que já me aventuro em ruas estreitas e já decorei, como um caminho da roça, as curvas íngremes que me levam até em casa. Cumprimento alguns vizinhos, reconheço os cachorros que perambulam nas calçadas e já decorei os preços de supermercados e do quilo de frutas nos inúmeros pequenos mercados da minha freguesia. Entretanto, ao mesmo tempo, se me pego no largo da Graça e me debruço na vista defronte a igreja, em questão de segundos me dou conta de que, do topo onde vivo, vejo um mar de freguesias que sequer passei perto.


Porém, digo certa de que, até onde fui, já tenho meus cantos preferidos e dentre os recantos, me encontro sempre encantada com um em particular, Alfama. Confesso sem vergonha que em questão de segundos me perco por lá e fico sem saber para onde ir e se já estive ou não em tal lugar. Mas sempre me impressiono. Incrível como uma confusão de ruas tortas, bares, casas, casos e inúmeros outros tropeços se misturam em uma harmonia única. Resquícios da decoração da Festa de Santo Antônio se juntam com a nova decoração de Natal. Roupas dependuradas nas varandas estão à mão de quem passa entre as calçadas que se entortam, crescem e depois diminuem ao tamanho de um corpo só.


Não sei muito bem identificar os vestígios ditos das ocupações Romanas e Árabes de outrora, talvez nos pátios e largos, mas, é certo, que Alfama é repleta de passado, é feita de memória – percebe-se na arquitetura, nos odores, nos sons. Como se escondesse segredos mas nem por isso se fechasse em seus becos escuros. Ao contrário, parece que se abre, abraça turistas curiosos `a procura das casas de fado e com mapas inúteis nas mãos, pois neles não estão listadas as travessas e calçadas, muito menos dizem que para descer é preciso subir e descer em seguida. E quando consegue-se descer, se estiver no ponto certo é jogado perto do mar e por mais belo que este seja, dá uma nostalgia instantânea, do aconchego, da visão miúda, também porque lá ameniza-se o vento frio e, ao menos no inverno, esse calor humano se aventurando em ruas estreitas parece-me uma saída esperta.


Mas há também um pouco de tristeza que torna Alfama ainda mais peculiar. Surpreendem os prédios esquecidos, com suas portas e janelas fadadas ao silêncio, fechadas por tijolos e cimento. Casas que pedem socorro, becos que não conhecem um feixe de luz, azulejos que já não se aguentam na parede. Porém essa tristeza logo perde força, pois basta ir um pouco adiante e lá estão as varandas floridas, os candeeiros acesos e os azulejos intactos que gritam história e cultura. No percurso esbarra-se em igrejas, em cafés nos quais parecem frequentar só o dono e seus amigos convidados no fim da tarde para uma xícara de café, o pastel de nata e o pão quentinho. Depois, basta subir, descer, perambular por arcos, becos e vielas. Andar até as pernas pedirem sossego e então descansar onde a rua alarga-se e a conversa rende, ou sentar-se em um banco de esquina apertado onde as pernas mal cabem. E daí, ver a vida passar, como se o tempo não tivesse permissão de subir morros. E esperar, como a moça solteira que espera arrumar marido, que as fitas coloridas anunciem da janela que é dia de Santo Antônio. Pois dizem que, seja pela tradição, pelo milagre ou apenas pela boa desculpa de brindar e dançar, é quando toda Alfama veste-se de alegria. Não vejo a hora. Até lá, me aventuro ansiosa em freguesias alheias.


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